Domingo, 17 de Abril de 2011

Vi hoje na TV, aquilo que ontem se passava perto de mim. A inauguração no último troço da CRIL. Depois de 40 anos de espera lá se concluíram os pouco mais de 3 quilómetros, e lá conseguiu José Sócrates e os seus boys inaugurarem mais uma obra.

 

Entre os gritos estridentes das cantadeiras do rancho folclórico de sei lá onde, lá ia Sócrates enumerando as obras concluídas na sua legislatura aos senhores jornalistas. Velhinhas vinham de longe perto, em camionetas que a câmara socialista disponibilizou, financiada pelos mesmos de sempre, para abrilhantar a inauguração e besuntar o rosto barbeado do Primeiro Ministro. Beijinhos, tantos que ele distribuiu de sorriso amarelo. Nem parecia encenação.

 

Lá ia a caravana com Sócrates a ver pela janela os inúmeros grafittis que os "jovens", como lhes chamam nos subúrbios franceses, tiverem tempo para fazer. Parecia pensar: «É tão chato inaugurar coisas velhas e sujas»

 

Por lá via-se uma mini-manif, não mais de meia-dúzia, que se indignava por ter que "ir dar uma g'anda volta". Esquecidos pela autarquia, lá estava os moradores da Damaia e do Bairro de Sta. Cruz de Benfica. Antigamente eram vizinhos.

 

Hoje, aceleravam motards a estrear o novo troço "à séria". A grande velocidade queimavam os asfalto a mais de 100 à hora, sem reparar nos flashes dos radares. Flashes que espelham a forma de financiamento da estrada que julgam não ser "a pagar".



publicado por Marco Moreira às 17:15
 
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