Segunda-feira, 28 de Março de 2011

 

Quando os Estados Unidos decidiram evadir o Iraque mostrei-me hesitante. Não pelas eventuais qualidades filantrópicas que Saddam Hussein poderia ter, mas por mero racionalismo geo-estratégico para a política na região. A velha questão do "tampão" que foi a posteriori destruído entre o Irão nuclear e o Ocidente. Mais tarde fui levado a acreditar que seria um mal menor devido à "descoberta" de armas de destruição maciça à mercê do ditador iraquiano. Fomos enganados, mas não tive qualquer tipo de compaixão quando Saddam teve o destino merecido.

 

Os humanistas levantaram bem alto a sua voz, condenando o imperialismo americano. George W. Bush passou a ser um campónio texano que trocava sangue por petróleo. Nunca na sua história o mundo viu tamanha mobilização à  volta de uma causa global: nem Nepal, nem Darfur, juntaram tantas pessoas quanto o repúdio à Guerra no Iraque.

 

Hoje, na era de Obama, os humanistas tiveram uma inversão moral daquilo que nos haviam habituado e pediram a intervenção na Líbia, onde Khadafi é Líder e Guia da Revolução desde 1977. Enquanto Khadafi financiou a morte de ocidentais os humanistas não se maçaram com a Líbia. O problema de Khadafi foi matar o próprio povo. Esta nuance fez toda a diferença para os humanistas.



publicado por Marco Moreira às 01:38
 
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