Terça-feira, 05 de Abril de 2011

Sobre a entrevista de José Sócrates, ontem:

  1. «Fazer o meu melhor» Quando já lhe custa mentir, algo de muito mau está prestes a acontecer. É como se desse conta da sua condição e desviasse o discurso para o vago em busca de redenção. Fazer o melhor é fazer o mesmo: Escolher a teimosia chamando-lhe determinação. Escolher a mentira chamando-lhe verdade. - Sofrível
  2. «Num programa de ajuda externa nós temos a obrigação de cumprir todas as medidas que vêm associadas a essa ajuda externa» Esse é o problema: Alguém que irá regular e fazer cumprir aquilo que Sócrates sabe que não ter capacidades de fazer. Posteriormente dar-se-á a inevitável prova de que preferiu abdicar da saúde económico-financeira do seu país em benefício da sua já escassa popularidade. Isto é, será a ajuda externa que irá expor a pérfida socratica com a prova dos números. - Cobarde e egoísta
  3. «Então, este é o momento para pensar na privatização da Caixa Geral de Depósitos?» Encurralado com perguntas objectivas refugia-se na retórica superficial em forma de propaganda. - Mesquinho
  4. «Desculpe, mas essa pergunta não está correctamente formulada» São poucas as capacidades de Sócrates enquanto político, mas ainda assim não se abstém de corrigir o que não lhe pertence. - Arrogante
  5. «O interesse nacional foi sacrificado ao mais mesquinho dos interesses partidários» Confundir interesse nacional com interesse pessoal só prova que Portugal é para Sócrates uma extensão da sua personalidade. - Ditatorial

 

De acordo com o Wikipédia, música (do grego μουσική τέχνη) é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio seguindo, ou não, uma pré-organização ao longo do tempo. Foi isso que Sócrates nos deu ontem: Música. 50 minutos de uma lamúria constante em forma de perguntas retóricas e correcções interpeladoras. Sócrates é cada vez mais detestável. Um feito extraordinário em democracia. Um feito da sua exclusiva responsabilidade. 



publicado por Marco Moreira às 08:37
 
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