Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011

 

Apesar dos desacordos constantes, José Sócrates e Luís Amado tinham em comum o "interesse estratégico" com a Líbia de Kadhafi.

 

Ainda que o primeiro tenha ido estudar filosofia, o segundo "anda por aí" como diria Santana Lopes. Mas por algum motivo, Amado é questionado pelos media sobre questões económicas que apesar de que serem questões que podem ser consideradas factíveis a qualquer ex-ministro, talvez outras houvessem bem mais pertinentes. Questões que o seu anterior ministério e o próprio PM teriam de responder pela forma travessa e interesseira com que se encarregaram do dossier Líbia.

 

Em países onde a responsabilidade por "decisões estratégicas" que envergonham o Estado é levada a sério, Luís Amado e José Sócrates teriam sido alvo de bombardeamento mediático. Por cá, ainda ninguém se lembrou. A imprensa terá tirado férias dos casos evidentes em benefício dos especulativos. Férias que infelizmente vão além de Agosto.



publicado por Marco Moreira às 21:43
Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

«O reconhecimento¹ é irreversível. É uma questão de timing. É absolutamente impossível continuar a viver com uma situação de humilhação de um povo, como a humilhação que o povo palestiniano hoje conhece (...) Eu acho que a segurança de Israel, das fronteiras de Israel, por uma força internacional, com um mandato da ONU, mas que tenha a presença americana, a presença europeia e a presença dos aliados europeus de Israel é seguramente uma força que tem² de ter o apoio de Israel » Luís Amado, in "Sociedade das Nações" SIC Notícias 19 Jun '11.

 

¹ Do estado palestiniano

² tem de: imposição / obrigação

 


Nota pessoal: Bem sei que Paulo Portas, à semelhança da maioria dos portugueses, tem estado "abstraído" das palavras que o Ministro dos Negócios Estrageiros cessante tem proferido, referindo-se à única democracia do Médio-Oriente. Só isso explica a popularidade que Luís Amado tem merecido. Como este ministério não chega aos bolsos das pessoas, estas alheiam-se desta nova estirpe de antisemitas. A minha esperança é que a "admiração" que Paulo Portas tem por esta figura seja meramente interesseira. Neste caso ser interesseiro é preferível à devassa de admirá-lo. Felizmente Portas será ele próprio e não quem admira, com ou sem interesse. Valha-nos isso... 

 



publicado por Marco Moreira às 00:28
 
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