Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Sofia Branco foi demitida de editora da Lusa por se ter recusado a escrever, 24 horas antes de ser dita, uma frase do primeiro-ministro, que lhe estava a ser ditada ao telefone por um assessor de José Sócrates. A história da liberdade de imprensa do tipo norte-coreano explicada hoje no Correio da Manhã, com base num comunicado do Conselho de Redacção da Lusa:

 

«O Conselho de Redacção (CR) da agência Lusa vai apresentar o caso da demissão de Sofia Branco, editora da Noite, à Entidade Reguladora para a Comunicação Social e ao Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas. A informação consta de um comunicado do CR, a que o CM teve acesso, que revela os motivos da despromoção. O caso remonta a 18 de Fevereiro, quando Sofia Branco recusou escrever ou editar uma notícia sobre a reacção do primeiro-ministro (PM) às declarações do presidente do grupo Jerónimo Martins. Um assessor de José Sócrates contactou uma jornalista da agência, atribuindo ao PM a declaração "não basta ser rico para ser bem-educado", uma frase que Sócrates diria no dia seguinte a vários jornalistas. Sofia Branco foi demitida por quebra de confiança, alega a direcção de Informação.»



publicado por Marco Moreira às 18:10

 

clique no cartoon para melhor resolução



publicado por Marco Moreira às 02:52
Terça-feira, 12 de Abril de 2011

Hoje, mais que nunca, o Partido Socialista é uma extensão do seu "querido líder". Muitos consideram esta observação primária, uma provocação de baixo nível. Que não tem cabimento comparar o Partido Socialista à Coreia do Norte.

 

Deixo ao vosso critério, afinal ainda estamos num país livre. Mas passem pelo sítio oficial do PS para ajudar a tirar conclusões.

 

Post Scriptum: Aqui p'ra nós: De facto, não tem comparação. O sítio da Coreia do Norte só tem uma foto do seu "querido líder".

 



publicado por Marco Moreira às 23:43
Domingo, 10 de Abril de 2011

 

Quando um partido chega ao unanimismo, a sua cariz democrática está inerte. Todos no PS julgam que culpa da crise é da oposição, nomeadamente do PSD. A moção de estratégia de José Sócrates teve dois votos contra no congresso que decorre em Matosinhos.

 

Nota pessoal: Desconhece-se o que terá acontecido aos "heréges".

 


publicado por Marco Moreira às 13:30
Quinta-feira, 07 de Abril de 2011

Todos e Rejeição foram palavras que dominaram o discurso de José Sócrates. No seu discurso de 3.317 caracteres e 453 palavras, enfatizou também as palavras “portugueses”, "Portugal" e "República". Mas foi uma outra que não me saía da cabeça enquanto ouvia o discurso. Vejam se descobrem qual é.



publicado por Marco Moreira às 00:26
Quarta-feira, 06 de Abril de 2011

 

Nota pessoal: Eu dizia-lhe como é que ficava melhor, mas é capaz de ser pouco ortodoxo...

 



publicado por Marco Moreira às 23:47

Falso, trapaceiro, impostor, fingidor, fabulista, fantasista, ardiloso, embusteiro, enganador, farsante, aparente, ilusório, mendaz... enfim: Men-ti-ro-so. Se dúvidas restassem aqui ficam alguns dos adjectivos que me ocorrem para classificar o demissionário. A revelação da efectivação (oficial) do pedido de ajuda externa é só um dos episódios que fazem dele todos os adjectivos mencionados. 

 

Ora, custa a crer que existem (pelo menos) cerca de 30% de portugueses votantes que vão continuar a querer este indivíduo a guiar os destinos do país. Mas eles existem. As "desculpas" são sempre hilariantes, como não podiam deixar de ser, mas pior que isso é a justificação habitual de que são todos iguais.

 

Não são! Ninguém na política portuguesa tem tão ténue relação com a verdade como este indivíduo. 

 

Não peçam para acreditar que o pedido foi feito hoje, sem contactos anteriores. Que a possibilidade da ajuda externa não tivesse sido equacionada por ele senão agora. Simplesmente é impossível crer que o mais debilitado ser pensante possa acreditar numa coisa dessas. Por isso, desculpem qualquer coisinha, mas quem votar PS nas próximas eleições não merece o meu respeito.



publicado por Marco Moreira às 23:04

 

O "Financial Times" diz-nos que Portugal está a negociar com a União Europeia um pedido de ajuda para ajudar a satisfazer as nossas necessidades a curto prazo. O Gabinete do Primeiro Ministro diz que a notícia é falsa.

 

Em quem acreditar?...



publicado por Marco Moreira às 15:17
Terça-feira, 05 de Abril de 2011

«Perante as declarações do senhor primeiro-ministro só posso dizer que tem um problema de natureza física, como surdez, o que não parece, ou é distraído, o que também não me parece, ou faltou à verdade. Mentiu (...) Não vale tudo. Há limites de ética e de decência na política. Como cidadão fiquei boquiaberto. Perturbado» Bagão Félix in "Público" 05 de Abril '11

A propósito do desmentido de José Sócrates sobre a discussão no Conselho de Estado do pedido de um empréstimo intercalar.



publicado por Marco Moreira às 15:29

Sobre a entrevista de José Sócrates, ontem:

  1. «Fazer o meu melhor» Quando já lhe custa mentir, algo de muito mau está prestes a acontecer. É como se desse conta da sua condição e desviasse o discurso para o vago em busca de redenção. Fazer o melhor é fazer o mesmo: Escolher a teimosia chamando-lhe determinação. Escolher a mentira chamando-lhe verdade. - Sofrível
  2. «Num programa de ajuda externa nós temos a obrigação de cumprir todas as medidas que vêm associadas a essa ajuda externa» Esse é o problema: Alguém que irá regular e fazer cumprir aquilo que Sócrates sabe que não ter capacidades de fazer. Posteriormente dar-se-á a inevitável prova de que preferiu abdicar da saúde económico-financeira do seu país em benefício da sua já escassa popularidade. Isto é, será a ajuda externa que irá expor a pérfida socratica com a prova dos números. - Cobarde e egoísta
  3. «Então, este é o momento para pensar na privatização da Caixa Geral de Depósitos?» Encurralado com perguntas objectivas refugia-se na retórica superficial em forma de propaganda. - Mesquinho
  4. «Desculpe, mas essa pergunta não está correctamente formulada» São poucas as capacidades de Sócrates enquanto político, mas ainda assim não se abstém de corrigir o que não lhe pertence. - Arrogante
  5. «O interesse nacional foi sacrificado ao mais mesquinho dos interesses partidários» Confundir interesse nacional com interesse pessoal só prova que Portugal é para Sócrates uma extensão da sua personalidade. - Ditatorial

 

De acordo com o Wikipédia, música (do grego μουσική τέχνη) é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio seguindo, ou não, uma pré-organização ao longo do tempo. Foi isso que Sócrates nos deu ontem: Música. 50 minutos de uma lamúria constante em forma de perguntas retóricas e correcções interpeladoras. Sócrates é cada vez mais detestável. Um feito extraordinário em democracia. Um feito da sua exclusiva responsabilidade. 



publicado por Marco Moreira às 08:37
Quinta-feira, 31 de Março de 2011

«a demissão do Governo foi um "golpe" do primeiro-ministro José Sócrates para provocar eleições, vitimizar-se e que aumenta as dificuldades para Portugal se financiar nos mercados (...) Estamos a pedir em más condições, depois de um golpe de Sócrates que provocou eleições para tentar continuar no deslize e no agravamento em que estávamos (...) o momento actual do país corresponde à ideia do primeiro-ministro, de provocar uma crise na qual ele possa, eventualmente, passar por vítima» António Barreto, 31 de Março '11

 

Declarações à agência Lusa, à margem do lançamento do livro de Vítor Bento, "Economia, Moral e Política".



publicado por Marco Moreira às 19:47
Quarta-feira, 30 de Março de 2011

 

A visita de estado de Dilma e Lula terá mais na agenda que um simples pro forma diplomático. Ontem a presidenta admitiu ao Diário Económico que "O Brasil poderá ajudar Portugal" nomeadamente no que concerne à compra de dívida pública. 

 

Consequentemente, caso isso aconteça, obrigará Portugal a uma contrapartida futura. Naturalmente Dilma e Sócrates (em caso de uma hecatombe que o designe como "novo" PM) irão salientar protocolos e convergências sempre em nome da já mal tratada língua portuguesa (a tal que une as pátrias irmãs) com uma agenda bilateral em áreas como o ensino nas universidades, as artes de palco, etc. Na certeza que o filão pretendido será a Energia e as Telecomunicações será bom lembrar que "sucesso" na venda de dívida não afasta o recurso ao FMI, embora Sócrates continuar a negar veementemente como opção.

 

Ao contrário do que sr. Lula pensa, o FMI resolve alguns problemas: SALVA países da bancarrota. Agora não lhe peçam (ao FMI) que dinamize a nossa economia. Isso é já é um problema nosso, digo eu...



publicado por Marco Moreira às 16:41
Segunda-feira, 28 de Março de 2011

 

Apesar de terem sido descredibilizadas, a propósito da recente incapacidade de prever acontecimentos relacionados com a crise financeira, as agências de rating continuam a ser a principal referência no sector da dívida. As constantes reduções na qualidade de crédito tendem a encaminhar o país cada vez mais para o colapso da banca e da república. 

 

A banca volta agora às notícias atingindo o limiar do que é considerado "investment grade" que condiciona à partida um próximo passo em direcção à zona do BB (duplo B), a tal região "junk" que implica consequências funestas para o investimento. Isto porque o há um universo de investidores que deixa de poder investir neste tipo de dívidas face ao fraco nível de confiança na nossa banca. Resultado: o spread dispara e a cedência de créditos será ainda mais cara e de mais difícil acesso, o que comportará (ainda) mais dificuldades para as já muito castigadas famílias portuguesas, resultando ainda em abrandamento da nossa já lenta economia.

 

Mas a questão mais bicuda aproxima-se já em Abril, num momento em que o país irá mostrar a sua capacidade para se financiar nos mercados. De acordo com a Goldman Sacks, Portugal precisa de qualquer coisa perto dos 5.700 milhões de Euros que serão necessários para amortizar obrigações do tesouro que vencem por essa altura. A acrescer ainda 1.200 Milhões para financiamento do défice primário e pagamento de juros. A estes valores juntam-se outros, como o do défice que muito provavelmente terá aumentado para lá dos 7% avançados pelo governo.

 

Ainda este Sábado Daniel Bessa escrevia no Expresso:

«falência é uma palavra muito pesada. Mas eu não tenho medo das palavras; e devo usá-las, o melhor que sou capaz, para me entender com os meus concidadãos»

Só Deus saberá se a minha questão no título se irá revelar retórica ou não.



publicado por Marco Moreira às 11:20
Domingo, 27 de Março de 2011

... deverá estar a pensar o "novo" Secretário Geral do PS.

 

Em dia de importantes eleições também o Partido Socialista teve as suas e Pedro Passos Coelho fez o favor de providenciar uma noite de sono descansado a José Sócrates.

 

Depois de não garantir se irá aumentar ou não os impostos caso chegue a São Bento, o líder social-democrata dá de mão beijada mais uma oportunidade de se voltar a usar à exaustão essa palavra tantas vezes propagandeada pela esquerda como se de um vírus mortal se tratasse: "Privatização". E logo sobre essa moeda-de-troca promíscua entre o PS e PSD chamada Caixa Geral de Depósitos.

 

Talvez tenha sido aconselhado pelos melhores economistas ao serviço dos sociais-democratas. Se assim for não tenho argumentos para contrapor a questão do timing, sendo eu próprio um capitalista musculado, mas uma coisa é certa: Sócrates vai acordar revigorado e de K7 em riste.



publicado por Marco Moreira às 19:06
Sexta-feira, 25 de Março de 2011

«Tenho muito a falar sobre aquilo que foi falado ontem: o aumento dos impostos. Tenho muito a dizer sobre o que hoje foi discutido no parlamento a propósito da avaliação dos professores. Mas deixemos isso para amanhã» José Sócrates, 25 de Março '11

Nota pessoal: Vem aí lavagem de roupa suja...



publicado por Marco Moreira às 15:03

Já dizia Sócrates (o Filósofo) "Deixe quem desejaria mudar o mundo mudar-se primeiro a si mesmo". Pedro Passos Coelho apresentou ontem em Bruxelas um documento onde garante que irá respeitar os limites do défice através de medidas semelhantes aos do PEC que acaba de inviabilizar. Por isso mesmo, não se compromete relativamente à eventual necessidade de aumentar a taxa de IVA para os 25% (!), facto que deixou os seus colegas de partido desconfortáveis com aquilo que consideram ser o seu primeiro tiro no pé.

 

Mais que um tiro no pé é a contradição flagrante daquilo que o próprio Pedro Passos Coelho escreveu no seu livro "Mudar" onde advoga que "uma subida das taxas de IVA permitiria uma rápida receita fiscal que poderia impedir o corte ou congelamento das pensões, mas arrisca-se a penalizar sobretudo os rendimentos mais baixos, contrariamente ao que pretendem os dirigentes do PSD."

 

Ainda a procissão vai no adro e as diferenças entre Passos Coelho e Sócrates (o Político) já se mostram tão reduzidas quanto o tempo que se leva a mudar de opinião em política.



publicado por Marco Moreira às 08:17

 

 

Interessante o lamento da chanceller alemã, que condena o facto de todos os partidos da oposição (representativos da maioria eleita pelos portugueses) não tenham votado um Plano que provavelmente não leu. Reconheço que lhe ficaria bem a solidariedade para com Sócrates se não tivesse conhecimento que este era repetente no seu mandato.

 

Mas pouco importa à Sra. Merkel se Sócrates foi ou não nocivo para Portugal e os portugueses. Interessa é cumprir os objectivos numerários, custe o que custar e doa a quem doer. Pouco lhe importa se Sócrates insistia no TGV enquanto aumentava o IVA. As prioridades de Sócrates não importam a Merkel. Os lamentos de Merkel a mim que me importam!



publicado por Marco Moreira às 00:59
Quinta-feira, 24 de Março de 2011



publicado por Marco Moreira às 16:03

No país dos egos, Sócrates deitou-se na cama que havia feito quando ignorou a oposição e o Presidente da República. Sócrates diz aquilo que em consciência deveria ter dito na noite da "vitória" socialista nas últimas legislativas. Que não tem condições de governar o país. No entanto as palavras que sairam da sua boca foram «a oposição retirou ao governo todas as condições para continuar a governar».

 

Sócrates, igual a si próprio, remete para o outro a culpa da sua própria impotência. De não conseguir negociar com quem pensa diferente. Quando em Setembro de 2009, sorridente transvestiu uma "maioria" isolada como um insistente sim dado pelo povo pela continuação das suas políticas.

 

A tal oposição que retirou ao PS as condições de governar foi o povo que votou maioritariamente nos partidos da oposição. O povo deu a quem "perdeu" voto de confiança a essa mesma oposição para que regulasse este governo. Sócrates não entendeu isso. Uma vitória em política não se dá quando se ganha por um, mas quando se ganha a possibilidade de formar um governo estável. Sócrates não o fez.

 

Mas Sócrates não morreu politicamente, como nos diz o "Economist". Sócrates não desiste de querer mostrar a todos e a si próprio que ele é o homem certo no momento certo. Mesmo depois de ter vivido o pesadelo de ontem.

 

Não existe um paralelismo do governo socialista que se demitiu em Abril de 2002 com o governo de Sócrates. António Guterres, apesar de todos os seus defeitos, sabia reconhecer as suas incapacidades. Sócrates não!



publicado por Marco Moreira às 08:34
Terça-feira, 22 de Março de 2011

 

Pergunto-me onde Mário Sores vai buscar o descaramento com nos brinda hoje no Diário de Notícias, com "Um Apelo Angustiado" ao Presidente da República. Ele que dissolveu o parlamento quando ocupou o lugar em '87. Já dizia o povo que bem prega Frei Tomás. Mas mais desavergonhado que o "apelo" é a responsabilização ab anteriori a Cavaco caso este não se solidarizar com o governo:

«Se não intervier agora, quando será o momento para se pronunciar? É uma responsabilidade que necessariamente ficará a pesar-lhe. Por isso - e com o devido respeito - lhe dirijo este apelo angustiado, quebrando um silêncio que sempre tenho mantido em relação ao exercício das funções dos meus sucessores, no alto cargo de Presidente da República.» in Diário de Notícias 22-03-2011

 

Ainda há seis dias, Mário Soares criticou duramente José Sócrates no seu artigo "Triste Europa" também no Diário de Notícias. Acusou-o de não informar os portugueses quanto às medidas tomadas e à situação real do País. Acusou-o ainda de "esquecimentos imperdoáveis ou actos inúteis, que irão custar-lhe caro", sobretudo por não ter informado "o Presidente da República, o Parlamento e os parceiros sociais". E teve o cuidado de não excluir o cenário de eleições antecipadas:

 

«E agora? O Presidente da República, perante o impasse criado, vai dissolver o Parlamento e provocar eleições? Para cairmos, no pior momento, numa campanha eleitoral, como a última presidencial, com as culpas atiradas uns aos outros, sem tratarmos dos problemas nacionais? E para quê? Para chegarmos, talvez, a resultados, mais ou menos, idênticos? Mas se o não fizer, deixa que o Governo - e o PS, o que é mais grave - fiquem a fritar em lume brando? Com que vantagem para o futuro?in Diário de Notícias 15-03-2011

Na remota possibilidade de Mário Soares chegar a ler este post, reservo-lhe um modesto conselho. Tendo em conta que a memória focaliza coisas específicas ajudando a tomar decisões diárias mas deteriora-se com a idade e que Soares esteja já muito sobrecarregado com despesas farmacêuticas à semelhança dos restantes aposentados, fique sabendo que a beterraba, a amora, o alecrim e a cebola, devido a sua concentração de determinados nutrientes, são boas alternativas caseiras para melhorar a perda de memória. Já para o desaforo, não consigo encontrar remédio.



publicado por Marco Moreira às 10:18
 
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